Ataque Básico
454Recarga de Energia
61%Refinamento
Solução dos Problemas
Custo de Ascensão

Exuberância do Herdeiro do Norte
4
Exoesqueleto Radiante
18
Eixo de Precisão
12
História
Nenhum segredo permanece oculto para sempre, pois mesmo nos aposentos mais escuros e secretos, a negligência sempre deixará uma fresta.
Não importa sua complexidade ou engenhosidade, uma fechadura é vulnerável desde o momento de sua criação,
assim como até o plano mais meticuloso carrega inevitavelmente as sementes de seu próprio fracasso.
Para a jovem que afirmava ser a sucessora de um mestre ladrão, segredos e mecanismos não passavam de meros jogos.
A orgulhosa nobreza do norte e os bajuladores comerciantes ao longo da fronteira
haviam aprendido com ela que suas fechaduras inquebráveis não eram páreo para sua habilidade.
Quanto mais intricado é um design, mais fraco é seu núcleo.
Com pressão suficiente, nenhuma fechadura pode resistir para sempre.
E assim, enquanto o nome da notória “Quebra-Lâminas” incendiava a terra, Szczeczkowska, a filha de camponeses, perdeu-se para sempre na memória do tempo.
A garota que reivindicou o manto de um senhor dos feéricos saqueou inúmeros tesouros, seu riso ecoando na penumbra luxuosa com o despojamento de uma verdadeira nobre.
O que estava destinado a ser uma vida banal e sem inspiração, intocada por qualquer faísca, mudou drasticamente certo dia, quando uma voz soou de repente:
"Minha querida jovem, oh orgulhosa e ridícula impostora, imagino que você seja a primeira pessoa a ver esta notícia."
"O chamado tesouro do lorde não me interessa. Pode ficar com ele, minha querida, assim como reivindicou o manto daquele mestre ladrão..."
"Mas lembre-se disto: fui eu o primeiro a quebrar o mecanismo. Que meu nome seja gravado em seu coração, um nome que você lembrará para sempre, junto ao seu fracasso."
O banquete de jantar do Grão-Duque foi uma provocação descarada a todos os ladrões, pois vangloriava-se que o tesouro secreto em exibição seria impossível de roubar.
A jovem, zombando da arrogância, jurou levar o tesouro embora naquele que seria seu último grande roubo antes da aposentadoria.
Mas alguém havia chegado antes dela. O ladrão, que se autodenominava o “Fugitivo”, deixara uma mensagem provocadora na parede, cujo golpe a deixou fervendo de fúria — e também de humilhação.
O que se seguiu foram inúmeras disputas relutantes, cada uma terminando em uma derrota humilhante.
As habilidades de arrombamento das quais a jovem tanto se orgulhava continuavam a traí-la em sua rivalidade com um inimigo invisível.
Quanto mais fracassava, mais ardia sua vergonha — e mais crescia seu desejo de encontrar aquele que sempre a superava.
Isso continuou até que, certo dia, o irritante rival que sempre a deixava furiosa desapareceu sem deixar vestígios.
Posteriormente, chegou-lhe a notícia de que o ladrão havia sido capturado e executado.
Por razões que não sabia explicar, ela se viu indo até o cemitério ermo para desenterrar o caixão de pedra que continha o corpo do prisioneiro.
Mas, ao desenterrá-lo e olhar dentro, descobriu que o corpo não estava lá. Tudo o que restava era uma frase zombeteira, gravada na fria pedra.
Enxugando lágrimas que não sabia bem explicar, a jovem amaldiçoou, entre dentes cerrados, a astúcia de seu inimigo de longa data.
Como sempre, jurou dedicar sua vida a descobrir a verdade por trás de sua morte forjada e, de uma vez por todas, superá-lo.
No fim, o tempo levou tanto a beleza que ela um dia ostentou quanto o último sopro que guardava.
Já incapaz de abrir sequer uma fechadura simples, a mulher amaldiçoou seu nome uma última vez antes de repousar dentro do caixão vazio.