Ataque Básico
542Dano Crítico
88%Refinamento
Canção das Encruzilhadas
Custo de Ascensão

Exuberância do Herdeiro do Norte
6
Bico da Sombra Profunda
27
Garantia Gélida
18
Personagens Recomendados
História
"Ó pomba, querida criança da lua"
"Mesmo que o pó manche tuas brancas penas"
"Mesmo que não repouses em um abraço caloroso"
"Que a lua esteja com você em seus sonhos"
Uma carcaça despedaçada cai em direção à terra enevoada que jamais se tornou uma lua, suas bênçãos espalhando-se por águas límpidas e planícies cobertas de musgo.
Em uma prisão além do alcance do Tempo e do Vento, aquele que caminha para trás contempla o sono eterno de três irmãs.
No eterno e no efêmero, livre de começo e fim, a aprisionada Dama da Lua deriva pela noite,
Sua consciência acariciando suavemente as turvas e etéreas lembranças tecidas na tapeçaria de dias passados...
A embarcação prateada patrulhava entre montanhas e mares no instante em que dia e noite se entrelaçavam.
Na era em que o pulso dos ossos da terra ainda não tinha cedido aos céus, a embarcação guiava as almas dos puros,
Conduzindo-as pelo mundo mortal corrompido e pela atmosfera gélida para que repousassem em paz no lado oculto da lua, fora de vista.
Ainda assim, ela não conseguia atrair o olhar das três senhoras do salão dourado para encontrar os olhos dos filhos da humanidade.
O Lorde das Sete Calamidades não toleraria que os deuses demonstrassem misericórdia pelos sofrimentos mesquinhos do mundo mortal,
Pois, diante das leis primordiais, apenas a submissão completa e a reverência humilde poderiam ser consideradas verdadeiro zelo pela humanidade.
Mesmo as três irmãs, no alto de suas câmaras de cor de jade, fiando os fios prateados do destino para todos os seres vivos...
Quando o assunto eram pessoas antigas e mortais derrubados pelo destino, elas estavam presas a um silêncio triplo.
Piedade, compaixão, admiração e anseio sempre eram separados por um véu diáfano de luar, estendido por centenas de milhares de milhas.
Seja por serem compelidas a se voltar contra seu antigo mestre sombrio e corrompido, em defesa dos seres vivos na Terra,
Ou por serem forçadas a desviar o olhar umas das outras, em meio a conflitos internos, para manter acesa a brasa da rebeldia,
Ou sendo levados a manchar o próprio coração com escuridão e corrupção para buscar vingança contra um usurpador tirânico...
Como ela, elas percorreram o mundo mortal; como ela, elas eram três luas que iluminaram inúmeras noites frias.
No fim, era o próprio caminho que elas não conseguiam iluminar. No fim dos três caminhos jazia a Noite do Esquecimento.
Esse era o futuro que as luas desaparecidas um dia lamentaram, na era em que três ainda eram três.
Mas, na noite escura, será que elas realmente viam apenas três caminhos?
Nas memórias que pertenciam só a ela, uma estrela dourada que não era deste mundo
refletia-se no pátio frio e solitário sob a lua prateada, e aquele fio de luz estelar sempre permaneceu em seu coração...
E permaneceu, mesmo ao longo de milhões de anos, mesmo através de incontáveis mundos há muito extintos.
Aquela estrela, uma vez capturada em seu olhar, com certeza iluminaria sua jornada de volta para casa...
No próximo instante atemporal dessa fé inabalável, começa a era em que três já não são três.
À beira da escuridão, o Lorde da Encruzilhada olhou para trás, para o quarto caminho além da bifurcação de três vias,
Em meio a véus melosos de tons oníricos, ela permaneceu em silêncio, aguardando o encontro marcado com suas companheiras sob as estrelas.
"Ó pomba, querida criança da lua"
"Que nem a tristeza pela dor nem a da separação pesem em seu coração,"
"As flores voltarão a florescer junto à sua janela,"
"E a lua estará com você em seu sono, amanhã."